Cada vez mais, a combinação entre conhecimento formal e habilidades práticas determina o sucesso de uma trajetória
Durante décadas, o diploma foi considerado o passaporte para o sucesso profissional. Ter um curso superior, um certificado ou uma pós-graduação era praticamente sinônimo de empregabilidade. Mas os tempos mudaram. Hoje, ter habilidades reais e saber aplicá-las no dia a dia pesa tanto quanto (ou mais que) uma formação acadêmica.
Empresas modernas estão percebendo que o mercado de trabalho não pode mais ser guiado apenas por títulos. Elas buscam pessoas com inteligência emocional, resiliência, capacidade de resolver problemas, trabalhar em equipe e se comunicar com clareza. E isso nem sempre está escrito em um diploma.
“O diploma mostra que você concluiu uma etapa. Mas é a habilidade que mostra o que você é capaz de construir no mundo real”, reforça Andresa Tait, gerente de Recursos Humanos da ABRE.
O novo profissional: equilibrado e adaptável
O novo perfil profissional exige algo que vai além da técnica. O conhecimento é essencial, mas precisa estar aliado à capacidade de aplicação, aprendizado contínuo e empatia. No dia a dia, empresas preferem quem erra tentando, ajusta com agilidade e cresce com o time.
“Nós buscamos jovens que se conectem com a empresa, que tragam energia, perguntas, dúvida, ideias. A formação ajuda, mas o diferencial está na atitude”, pontua Fernand Fischer, diretor executivo da ABRE.
Habilidades que estão em alta
Algumas habilidades estão sendo cada vez mais valorizadas:
- Comunicação clara
- Trabalho em equipe
- Autonomia e iniciativa
- Capacidade de aprender rápido
- Organização e responsabilidade
- Criatividade e resolução de problemas
Essas qualidades não são adquiridas apenas em cursos. Muitas vezes, são moldadas em experiências práticas: trabalho voluntário, projetos na escola, vivências familiares, participação em grupos e claro, no estágio e na aprendizagem.
“O jovem que já teve que resolver conflito em grupo de trabalho, liderar uma tarefa da escola ou se adaptar a uma rotina corrida de estudo e trabalho tem muito a mostrar, mesmo sem experiência formal”, completa Andresa.
O estágio e a aprendizagem como escolas da vida
O estágio e o programa Jovem Aprendiz são caminhos fundamentais para desenvolver essas competências. Permitem vivência real em empresas, com acompanhamento e espaço para errar e crescer. Inclusive, essas experiências ajudam a entender melhor a área de atuação escolhida, ajustando expectativas e fortalecendo decisões de carreira.
“Já vimos aprendizes que descobriram uma vocação durante o programa. Outros que mudaram de curso após entenderem o mercado. São experiências que moldam o profissional do futuro”, relata Fernand.
O papel da ABRE: formar e identificar talentos
Na ABRE, não basta indicar um estudante. A equipe analisa perfil, realiza Teste DISC, acompanha o processo seletivo, orienta o jovem e a empresa. Esse olhar individualizado permite encaixes mais eficazes, mesmo quando o candidato ainda está construindo seu percurso acadêmico.
Além disso, a ABRE investe na orientação constante: explica os direitos do estudante, reforça o compromisso da empresa com a formação e acompanha cada etapa do contrato. Tudo isso fortalece o desenvolvimento do estudante e cria relações mais saudáveis e produtivas.
“Temos visto empresas que se encantam com estagiários que estão no início da faculdade, mas que têm brilho no olho, vontade de aprender e boa comunicação. Isso faz diferença. Isso é habilidade em ação”, conclui Andresa.
O futuro pede equilíbrio
No mundo de hoje, quem combina conhecimento com atitude, teoria com empatia, diploma com prática, sai na frente. As empresas que entendem isso estão construindo equipes mais humanas, criativas e eficientes.
E os jovens que aceitam o desafio de aprender além da sala de aula estão criando trajetórias sólidas e inspiradoras.
Na dúvida entre mais um curso ou uma experiência prática? Talvez a resposta esteja nos dois. Porque o verdadeiro talento é aquele que consegue equilibrar tudo isso com vontade, humildade e ação.